O Ruby Masters está se aproximando e vamos fazer algumas entrevistas com os palestrantes do evento.
O evento será um apanhado dos temas mais atuais e melhores práticas do mercado de software que são aplicadas no mundo Ruby mas que também são aplicáveis em qualquer tecnologia. Faça logo sua inscrição antes que seja tarde mais.
1. Quem é você?
Juan Maiz. Sou sócio da Softa. Nosso principal produto hoje, o Mailee.me (todo em Rails, claro) já ganhou inúmeros prêmios de empreendedorismo no país. Junto com o Divvox e mais alguns pythonistas fui um dos poucos gatos pingados que assistiram a fatídica apresentação do David Hansson no FISL em 2005. Já na época estavamos muito interessados na tecnologia, e logo nossa empresa começou a trabalhar só com isso. Nós também organizamos o RS on Rails, desde 2009 e agitamos o GURU/RS. Contudo, eu estudo filosofia. Creio que o rigor que esta disciplina te impõe e a clareza de pensamento que ela exige são ferramentas úteis para se trabalhar na nossa área. Ah, eu ganhei o concurso webly de POG, lembram? Esse era o código: https://gist.github.com/816965
2. Quando começou com programação?
Comecei com uns 12, com o famoso livro da Micronews de Quick Basic 4.5. Profissionalmente, lá pelos 17, 18.
3. Como começou seu envolvimento com Ruby e Rails?
Em 2002/2003, o Diogo Biazus, que hoje é meu sócio, deu uma testada em Ruby, pois na época ele tava bem interessado em Python (usamos até hoje, por exemplo nos agentes de envio do Mailee.me). Mas ele não seguiu, pois a documentação em inglês era meio defasada e não sabíamos japonês
.
No entanto, no início de 2005, estávamos iniciando um projeto de Telemedicina e resolvemos montar um protótipo em cada tecnologia que achássemos relavante (inspirados nas práticas dos métodos ágeis) e mensurar uma série de coisas, mas principalmente a produtividade.
Demoramos bastante para instalar todo o Rails, mas, ainda assim, somando o tempo total foi muito mais rápido do que havia na época (PHP, Python e Java). Isso foi meio que uma epifania. O projeto teve que ser feito em PHP (política…), mas é claro, que nós fizemos o PHP parecer Rails e criamos um framework chamado Blokz, que além de implementar o Rails da época, já tinha uma camada de abstração semelhante ao AR do Rails 3 um inherited resources (se chamava “ControleCrud” ahuehauehaue) e o conceito atual de engines.
4. Quais são suas linguagens e frameworks preferidos? Por que?
Eu acho o Rails realmente muito f*da, e o fato de terem unido com o Merb e terem feito o Rails3, que está muito bom, me deixa claro que a comunidade está bem guiada e não vai morrer na casca. Dos outros frameworks Ruby, eu destacaria o sistema de routes do Camping (sim, eu usei). Dêem uma olhada na classe “R”.
Um negócio que eu tenho visto com bons olhos é a linguagem Reia, pois é um Ruby (melhorado) sobre Erlang. Isso é uma grande sacada.
Agora, minha linguagem favorita mesmo, é Haskell. Criei a lista haskell-br há um tempo e já estamos com quase uma dúzia de pessoas. Impressionante. Haskell me interessa por uma série de motivos. Primeiro, porque é o “playground” onde as novas idéias de linguagens de programação tem sido implementados. Segundo porque é uma linguagem baseada em cálculo lambda e me ajuda muito no meu interesse por lógica. O pessoal tem falado muito em Clojure e Scala. Realmente parecem linguagens muito interessantes. Ainda assim, recomendo um estudo preliminar de Haskell. Abre mentes. E, sério, é muito divertido.
5. Qual seu S.O. e aplicativos preferidos para trabalho?
Eu não sou do tipo compilador de kernel. Hoje estou usando meu MacBook Pro e realmente não tenho muita vontade de usar outra coisa. Coloquei no meu blog algumas informações sobre meu ambiente atual.
6. Quais tecnologias e assuntos chamam sua atenção no momento?
Creio que já comentei sobre as tecnologias na questão anterior. Assuntos, hoje estou lendo algumas do Hilary Putnam sobre lógica e ciências empíricas e estou lendo bastante sobre Hobbes, que é filosofia política. Mas vou alternando interesses muito rápido. Fora isso, tenho ficado de olho no timaço que o colorado está montando para o tri da libertadores e tenho observado atentamente o que tem ocorrido no Egito. E claro, estou sempre vendo novos produtos e tendências na web, pensando na próxima “grande idéia”.
7. Sobre o que será sua palestra no RubyMasters?
Vou falar sobe Software as a Service. Creio que fazer software já está “dominado”. As tecnologias que estamos usando realmente parecem ser a forma certa de trabalhar. Acho que, agora, precisamos pensar em serviço e em longo prazo. Por isso vou falar sobre como nós mantemos os serviços no ar, como funcionam os updates, como mantemos nossa reputação de entrega, como atendemos os clientes, como escalamos a aplicação… essas coisas.
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